Imersão em Ambientes Virtuais

Postado em Games, Tech, no dia 10 de Abril de 2009

A tecnologia gráfica em conjunto com meios de comunicação possibilitam a criação de ambientes virtuais, que são usados das mais diversas formas. Produzir um ambiente realista e que prenda a atenção de seus usúarios é o maior desafio para Softhouses e Gamehouses nos dias de hoje.

Na década de 80 e 90, produtores e desenvolvedores de jogos viviam presos à recursos e sistemas limitados, mesmo assim criavam cenas, jogos e ambientes magníficos, alguns usando simplórios 8-bits de processamento gráfico e mesmo assim apresentavam resultados sensacionais.

Realidade Virtual

Exemplo disso é o jogo Another World (conhecido no Brasil como Out of This World), com poucos traços e opções de cores, exibe cenários imersivos, introduzindo o jogador num ambiente totalmente inovador e extraordinário para a época. Jogos do segmento, ainda mais antigos como Pitfall, passaram pelo mesmo obstáculo e atingiram sucesso absoluto na época.

Os jogos se beneficiaram com a evolução de hardware e software na passagem dos anos 90, possibilitando a criação de meios cada vez mais reais. A evolução dessas tecnologias refletiu diretamente no uso da ambientação virtual, sendo também utilizada por militares no treinamento de suas tropas.

O que na década de 80 e 90 era incrivelmente difícil de ser simulado em ambientes virtuais passava a ser desenvolvido e reproduzido cada vez mais rápido.

O desenvolvimento contínuo de Engines Gráficas como CryEngine 2 da Crytek, utilizada no FPS Crysis simula visualmente e fisicamente ambientes extremamente reais, sendo utilizado por inúmeros jogos como o MMORPG Entropia Universe (Project Entropia).

Mas para que um jogo ou aplicação garanta atração da parte de seus usuários e jogadores esta precisa equilibrar elementos gráficos, software estável e meios de interação. Atualmente jogos para computadores resumem-se ao uso conjunto mouse-teclado ou joystick e nos consoles o uso de joysticks, controles normais e no último console da Nintendo, o Wii, o uso do Wii Remote para interação nos jogos.

E é aqui onde eu queria chegar para falar sobre as possibilidades deste novo controle. Johnny Chung Lee está desenvolvendo um trabalho sensacional sobre técnicas de interação através do uso do Wii Remote. Em um desses trabalhos, Johnny Lee desenvolveu um sistema que rastreia precisamente a posição da cabeça do jogador em relação à tela, através do uso da câmera infravermelha do Wii Remote e dois LEDs infravermelhos posicionados na cabeça do jogador.

Com isso você transforma a sua tela em um portal para o ambiente virtual. A tela reage corretamente aos movimentos corporais e da cabeça, como se a tela fosse uma janela real, criando uma sensação super realista de profundidade e espaço. No vídeo abaixo Johnny demonstra o uso de seu trabalho e como os objetos parecem saltar da tela.

Eu achei impressionante o trabalho dele e isso me levou imaginar novos e mais realistas simuladores de combate como em FPS, onde você sente-se na pele do personagem, vendo através de seus olhos.

As possibilidades no mercado de jogos e simulações rompe outra barreira com o trabalho de Johnny Lee, se eu fosse a Nintendo raptava esse cara para trabalhar no desenvolvimento de novas aplicações pro Wii.

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