Atire o mouse quem NUNCA baixou música

Postado em Ciberativismo, no dia 2 de March de 2009

Pirate Bay - Baía Pirata

O que eles chamam de Pirataria

Atire o mouse quem nunca baixou música na internet. Hoje em dia o ato de baixar músicas e video clips faz parte do cotidiano dos jovens. É comum escutar uma música nas rádios e em seguida buscá-la na internet. É a busca por informação e cultura.

A indústria audiovisual esquece que as massas são desprovidas de dinheiro para arcar com CDs do NX Zero e do Fresno. O salário mínimo do trabalhador é insuficiente para o sustento de uma família.

Gastos na faixa de preços de CDs de músicas, DVDs de filmes e jogos originais não condizem com a realidade brasileira.

Todos temos  consciência que a qualidadde dos produtos originais é incrivelmente superior em comparação com suas cópias vendidas em camelôs de nossas cidades por cinco e dez reais.

Pirataria é um problema de razão social, não criminal. Considere de caráter criminoso apartir de que as pessoas utilizam de material falsificado para gerar renda. Porém não é isso o que acontece, taxam desde o garoto que baixa músicas até o cidadão mais simples de criminosos, pelo fato de compartilharem este tipo de material através da grande rede.

Empresas como Nintendo e Sony não oficializam certos serviços em território brasileiro afirmando inexistência de combate eficaz ao mercado paralelo.

Vou citar um exemplo, o recém lançado Street Fighter IV para PlayStation 3 custa 279 reias no Submarino, enquanto na Amazon o mesmo jogo é encontrado por 60 doláres. Quem compra um jogo original no Brasil paga 72% de imposto, de acordo com Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

Como o cidadão brasileiro que recebe um salário mínimo compraria um jogo como este? No resto do mês ele iria comer o que? Como iria pagar suas contas?

Meios para baixar os preços abusivos

Uma alternativa para baixar os preços seria o investimento do governo brasileiro jutamente com grandes empresas para que certos produtos deixassem de ser importados, evitando tarifas alfandegárias abusivas, e sim os produzindo em território nacional, reduzindo custos do produto final até chegar ao consumidor.

Outra alternativa seria mudar a forma de distribuição dos produtos, por exemplo, milhares de jogos são vendidos  e distribuídos através do Steam, plataforma criada pela Valve visando combater pirataria e automatização de update de seus jogos.

A distribuição através da internet corta inúmeros gastos de produção, de certa forma pode ser vista como uma  distribuição ecológica, pois não existe o uso de  papel e plástico, não existe o transporte do produto fábrica-loja-consumidor.

O consumidor paga menos e recebe o produto mais rápido.

Ação Antipirataria no Brasil

No início do mês de fevereiro o site Legendas.tv foi retirado do ar através da ação da APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música), afirmando que o site violava direitos autorais ao disponibilizar legendas para download criada por seus usuários.

A notícia se espalhou rapidamente, blogs e sites anunciavam a ação da APCM e milhares de usuários expressavam sua revolta contra a APCM em redes sociais.

Em resposta à ação da APCM contra o Legendas.tv, o seu site foi invadido e ao ser acessado redirecionava seu tráfego para o Mininova, um dos maiores sites de BitTorrent existentes.

A equipe do Legendas.tv providencia um servidor temporário e coloca no ar uma versão lite de seu site, distribuindo suas legendas novamente.

No momento o Legendas.tv conta com seu site em versão integral, porém funcionando em seu servidor alternativo.

Ação Antipirataria internacional

Um dos maiores trackers de BitTorrent, The Pirate Bay, está sendo julgado em um tribunal da Suécia, acusado pela RIAA (Recording Industry Association of America) de assistir e preparar o cometimento de infração de direitos autorais.

Em teoria o Pirate Bay não viola direitos autorais pois somente faz uso da estrutura de um tracker para organizar a troca de arquivos de seus usuários. Nenhum dos arquivos compartilhados estão hospedados em seus servidores.

Esta não é a primeira vez que o Pirate Bay é processado, desta vez o caso ganhou visibilidade.

Baseado em outra ação antipirataria em tribunais norte-americanos, os fundadores do Pirate Bay solicitaram para que o julgamento, que começou no dia 16 de fevereiro, fosse transmitido pela internet. A razão para tal pedido seria para contornar o limite de espaço do tribunal de Estocolmo, que possui 40 lugares, destes, metade reservado para a imprensa, incluindo blogueiros.

A transmissão online do julgamento do Pirate Bay visa permitir que o público e o mundo em geral tenham acesso em tempo real ao que acontece no tribunal, assim, evitando possíveis manipulações informativas relacionadas ao caso.

Enquanto isso, o partido político socialista norueguês Rødt (Vermelho) cria uma campanha apoiando a causa do Pirate Bay, This is what a criminal looks like (É assim que um criminoso se parece), pedindo com que seus visitantes façam upload de suas fotos para o site, no qual reúne atualmente 2786 “criminosos”.

This is what a criminal looks like

“Compartilhar arquivos é bom, possibilita as pessoas compartilharem músicas, filmes e cultura. Hoje quatro dos pioneiros em compartilhamento de arquivos estão sendo julgados na Suécia, a indústrias de filme e música tentam mais uma vez conter a inovação tecnológica e o desenvolvimento através da força.

Mas não são os caras por trás do Pirate Bay que compartilharam os arquivos. Fomos nós, os milhões que usam seu site. Eles pegaram as pessoas erradas. Nós não desistiremos mesmo se a acusação ganhar este caso, assim como a tecnologia não irá desaparecer, esta que nos possibilita compartilhar músicas e filmes que tanto gostamos.”

Tradução livre feita por mim de um treço do site This is what a criminal looks like.

O Pirate Bay já passou por inúmeros problemas, como em 2006 a polícia sueca desligou seu servidor, localizado na época em Estocolmo. Três dias após os problemas com a polícia sueca o Pirate Bay volta ao ar, hospedado na Holanda.

Não faço apologia, muito menos apoio a pirataria de software, mas apoio a causa do Pirate Bay e espero que não termine como grandes antigos trackers de BitTorrent como Suprnova e Demonoid.

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Até agora 2 comentários foram publicados! :D

  1. marcelo comentou - 02/03/2009

    Eu apoio o compartilhamento de arquivos sem fim lucrativo, existem coisas que seriam impossíveis de se conseguir se não houvesse esse compartilhamento!!!

    Responder

    Dan Alvares respondeu - 03/04/2010

    Você disse tudo Marcelo, infelizmente muitos brasileiros não entendem a relação do compartilhamento livre e a pirataria.

    E as grandes empresas de cinema e música tem uma idéia preconceituosa em relação ao compartilhamento digital.

    E mesmo tomando essas atitudes em relação às grandes redes, o compartilhamento na grande rede não será extinto.

    Responder

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